sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Porque todos nós precisamos de recomeços.

“Todo fim é também um começo, nós só não sabemos disso na hora.” – Criminal Minds (Episódio final da 7ª temporada)

Já havia pensado sobre isso várias vezes. Na verdade, depois de certo tempo acabo entediada, não que eu seja inquieta ou alguma caçadora de aventuras. Apenas tenho esses feelings de vez em quando. Sempre gostei da ideia do recomeço, de estar prestes a viver algo novo e inesperado.
Gosto também de coisas finalizadas, sabe? Aquele momento em que você resolve a equação, desvenda o enigma, ou olha para o seu armário depois que termina de colocá-lo em ordem. Fico extremamente empolgada com situações desse tipo.
Só que as vezes abandonar certos hábitos, lugares e pessoas parece algo tão complicado, quase impossível. Nosso organismo é programado para funcionar gastando o mínimo de energia possível, isso é físico, mas de certa forma também é psicológico, insistimos em estar parados ou repetindo movimentos.
Alguém que durante toda vida, morou numa mesma cidade, na mesma casa, convivendo com as mesmas pessoas, mantendo hábitos como fazer compras às sextas-feiras e ir à missa aos domingos não é tão diferente de alguém que viveu em constante mudança, nunca durando mais do que dois anos em um mesmo lugar, tendo empregos que apenas lhe garantissem a sobrevivência e sempre deixando bons amigos para trás, nas memórias. Esse é só um exemplo de que a mudança de ambientes nem sempre significa movimento, transformação.
Estamos sempre à procura de versões melhores de nós mesmos. Acho que é o certo. Apesar de nossa condição humana, fomos feitos para Santidade, somos o reflexo da perfeição. Nada mais justo do que buscarmos isso.
Embora tenhamos que nos empenhar bastante para deixar de lado algumas coisas, deixar algumas partes de nós morrerem para que algo melhor possa surgir, o esforço é certamente válido. Não sei quem exatamente disse isso porque sou péssima com citações, mas sei que “todo santo peca pelo menos 7 vezes ao dia”.
Certamente algo não está certo, então lembrar-se dessa frase diariamente pode ser um exercício válido. Pensar: o que eu devo finalizar hoje? O que precisa morrer em mim para que algo melhor possa surgir? Todo novo dia deve ser uma ressurreição, deve ser um recomeço.
Só o Senhor pode nos ajudar a realizar essa mudança, se entregue a Ele em suas orações, peça pela sua ressurreição, para que Ele lhe traga de volta à vida com sentido, operando o recomeço de que precisamos.
Busquemos a Santidade!


Dica: pensei nessa música ótima do Jon Foreman pra ajudar nessa reflexão. (Ressurrect me)

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Das voltas que a cabeça dá: Namoro.

Talvez seja porque eu não esteja apaixonada, e convenhamos que os pensamentos tornam-se mais claros e mais lógicos quando estamos assim. Não sinto a necessidade de estar simplesmente junto a alguém; abraçando, sentindo, tocando. E possivelmente, eu esteja começando a perceber novamente o que significa o namoro.
Não preciso e nem devo esconder as tantas voltas que o meu coração e a minha mente deram nos últimos dois anos. Vivi bastante coisa, umas muito boas, outras muito ruins. Tive inúmeras conversas longas, umas sobre as maiores bobagens, outras sobre coisas extremamente tristes e sérias. Conheci tanta gente que até perdi a conta, conheci diferentes opiniões, pensamentos e estilos de vida. Conheci-me até me desconhecer.
E hoje, eu ainda não sei exatamente quem eu sou, se estou irremediavelmente distante de quem eu fui, se ainda não consegui aceitar quem me tornei ou se simplesmente, por estar viva, e estar em troca constante com tudo que está a minha volta, estou em constante transformação. Gostava de quem eu era, e houve dias em que desgostei muito de quem estava sendo. Embora hoje, esteja satisfeita com o caminho que percorri.
É inevitável passar os dias sem deixar um pouco de você por onde passa e sem absorver, cada pequena parte, de cada coisa com quem se tem contato. Viver sem mudar sempre, sem absorver novas perspectivas, sufoca você em si mesmo. É importante viver e errar também, às vezes. É válido entender que você é uma obra que nunca estará finalizada, pelo contrário estará sempre em construção, sempre necessitando de um reparo, e de um olhar novo pra mudar o rumo de tudo, tornando as coisas melhores.
Por um bom tempo eu deixei minhas convicções religiosas de lado, eu simplesmente não estava discutindo, nem me aprofundando, e muito menos querendo viver de tal maneira. Muito do que eu acredito estava presente no meu cotidiano, só que cada vez com menos frequência e muito menos intensidade. Eu apenas não queria aquelas certezas naqueles momentos, e fui vivendo sem elas, procurando talvez, esquecer-me delas.
Mas felizmente, tudo que está realmente certo em você, não se esquece, não se apaga; as coisas realmente boas e importantes que se aprende não podem ser esquecidas por completo, as lembranças tristes, e ao mesmo tempo valorosas, permanecem, com o tempo menos doloridas, mas sempre presentes.
Tudo que aprendemos, tudo que vivemos, tudo que escolhemos, é parte de quem somos, e mesmo mudando, não perdemos partes nossas. Caminhei, caminhei, até estar parada aqui, agora, escrevendo essas palavras. Tentando guardar seguramente cada nova convicção, que mistura tudo que vivi, que vai aos poucos consolidando minhas opiniões atuais. Esses lampejos vem rapidamente, e são extremamente certeiros, por isso é importante aproveitá-los.
Finalmente, aquela luz interior, aquele sopro de sabedoria, que sempre me acompanha inconscientemente, esse grito de Verdade; posso ouvi-lo, ainda que como um sussurro.
E percebo; que o namoro é preparação, é encontro de pessoas que enxergam a vida de maneira similar, que querem tentar caminhar unidas; é encontro de pessoas que se respeitam, que se veem como dons de Deus. O namoro é experiência simultânea em Deus e no outro, é transbordar-se; é aprender a dividir seus sonhos, suas orações, seu dia a dia.
Não se deve desejar alguém em sua vida, simplesmente para tê-la ao seu lado, sendo dois. Acredito que se deva desejar alguém com quem ser um seja a única opção. De certo, não há nada correto ou definitivo quando se trata de amor, quando se trata de duas pessoas. Cada um de nós tem sua singularidade, cada caminho percorrido apresenta suas curvas e leva a destinos desconhecidos.
O fato é que acabo de compreender que os meus desejos estavam por muito tempo ou desde sempre errados. Não sei qual dos dois se confundia mais, se a cabeça ou o coração, sei que as coisas dentro de mim não estavam no lugar.
Primeiro eu preciso de amor próprio, de respeito a quem eu sou, de um olhar especial para mim mesma, estar ciente do meu valor, da minha singularidade e da minha importância aos olhos de Deus; preciso lembrar sempre de que fui pensada para ser única e sou amada, pelo maior e mais sincero Amor.
É só cultivando esse Amor, que desde sempre faz parte de mim, que eu consigo transmitir amor e olhar carinhosamente para todos que estão ao meu redor, desenvolver a caridade, a piedade, a compaixão, a bondade, e tantas virtudes que só o amor ao próximo é capaz de nos proporcionar.
É possível entender?  Sei que sou um ser infinitamente amado, e me amo por ser assim; entendendo o amor consigo identificá-lo, colocá-lo onde está faltando. E transbordando tanto amor é que se consegue doar-se ao outro.
Então eu peço ao Senhor que retire a trava dos meus olhos e as impurezas do meu pensamento, para que eu consiga enxergar no outro o Deus que habita nele e vê-lo como pessoa que também foi pensada, que é amada e é dom do Senhor. Peço também que fortaleça minha fé a cada dia, para que o meu coração transborde seu amor misericordioso; que me esvazie e preencha-me novamente com os planos que tem para mim, que o meu querer seja também o Dele; que Sua presença seja cada dia mais forte; que não desista de mim.
Entregue-se nas mãos de nosso Senhor, seja Dele antes de mais nada. Ele tem bons projetos para você e acompanha atenciosamente cada passo seu.

Busquemos a Santidade!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Por que é tão difícil olhar outro ser humano como igual?



Acabei de ver algumas notícias no jornal, na verdade, isso já dura alguns meses, pelo menos com tanta visibilidade, esse é um assunto recente. O crescente número de refugiados do norte da África e da Europa Oriental, que tenta se abrigar nos ricos países europeus, procurando um recomeço, uma vida distante dos abusos físicos e emocionais, presentes na realidade de seus países de origem. E do outro lado, um rico continente que se fecha, tentando ignorar um grito uníssono por socorro, vindo do mais profundo de tantas gargantas cansadas.
(Obra "Operários" - Tarsila do Amaral)
É realmente triste encarar notícias como essas. Pessoas que não se reconhecem como iguais. Nações e governos, que por razões políticas, econômicas, religiosas e outras tantas sem nenhuma explicação aceitável, mas certamente todas fúteis, tratam outros seres humanos com violência e descaso.
Com uma superioridade não merecida, eles decidem e escolhem, não percebem o quanto cada país desse, que sofre, com a pobreza, com as guerras, com conflitos intermináveis, com uma miséria tão grande que chega a doer a alma, que viu a maior parte de suas riquezas e sua identidade ser levada sem piedade por colonos bons em explorar, em sugar até causar danos quase irreversíveis.
O que eu ouvi de um crítico faz todo sentido, tal revolução é tão somente uma resposta, que mesmo demorada, começa a se desenhar em traços fortes, duros de enxergar, mas de uma necessidade e sinceridade inegáveis.
Ainda é muito difícil, para mim, entender como o homem pode maltratar tanto um igual. Como pode desconhecer um ser humano, para preservar uma cultura, uma etnia. Talvez por ser brasileira, por ser fruto de tanta miscigenação, por viver em um país onde o diferente está a cada passo, sempre perto, sempre em nós mesmos. Não temos medo de nos perder, porque somos essa confusão, esse todo, essa nação que abraça, sem mais. Talvez por isso, nós consigamos esse olhar tão humano; nós nos enxergamos como sendo um só. Nos adaptamos bem em qualquer região ou continente, e fazemos o melhor para que os que vem de fora também se sintam assim, acolhidos.
O país de renegados, o país da escória, do lixo da sociedade portuguesa, dos mulatos, dos sem raça. Talvez seja o único país preparado, não economicamente, não constitucionalmente, não politicamente, mas preparado humanamente para ajudar quem precisa e abrigar quem não se sente acolhido na própria casa.
Nunca olhei com tão bons olhos para o meu país, e nunca me senti tão receosa em relação a outros lugares do mundo. Que esse nosso olhar nunca se perca; e acredito que não se perderá, pelo contrário, estamos ensinando isso para o mundo inteiro, para todas as nações que nos observam de fora, de cima, e principalmente, para todos que são recebidos pelo Brasil. Propagamos o amor ao próximo. Propagamos o pensamento de que somos um só, humanos. E silenciosamente isso é ensinado e passará de geração em geração.
Infelizmente, o Brasil não é a rota mais fácil e nem pode acolher o mundo inteiro. E por essas pessoas, que se perdem em outros caminhos, que não possuem outras opções, que arriscam o pouco que lhes sobrou e se lançam com fé e esperança numa jornada complicada e com grandes chances de estar fadada ao fracasso, essas pessoas, merecem nossas orações, nossa atitude, nosso amor. Os católicos de todo o mundo, sobretudo os europeus, foram aconselhados pelo Papa a abrigar ao menos uma família de refugiados em casa. Muitas outras pessoas no continente, já tiveram iniciativa e estão agindo da melhor maneira que podem.

Nós somos muito pequenos diante dessa orquestra política que rege o mundo em alguns aspectos. No entanto, nós que cremos no Amor maior, no Amor misericordioso e sem limites, nos tornamos gigantes quando nos deixamos levar por Deus, quando entregamos a Ele tudo que nos perturba, quando reconhecemos que só há sentido verdadeiro em viver quando somos regidos pelo nosso Mestre, Senhor de nossas vidas.
Muitas vezes eu esqueço, mas quando me aflijo com coisas assim e me disponho a pensar, só consigo chegar a Ele, o porto, a fortaleza. E mesmo sendo pecadora até a unha do mindinho, nesses momentos, sinto que meu coração bate, que não é de pedra e que dentro dele há algo, uma chama que não apaga nunca. Nós sabemos o que ela significa, só insistimos em esquecer quase sempre.
Certamente essa questão não se resolverá agora, nem daqui a um mês, ou antes do fim desse ano, muito menos no próximo. Parece ser uma característica humana que não pode ser negada: ser relutante diante do que está errado e diante dos seus olhos, insistimos em não ver e não pensar, porém aquilo que fugimos, continua sempre lá, até que ele cede, e por si só se desfaz da invisibilidade forçada, e reage! E sopra em nós com toda força a dor e a inconformidade de ter sido ignorado. É isso que acontece agora, é isso que já aconteceu tantas e tantas vezes, por motivos diversos, em macro e microprocessos.
Um número incontável de pessoas, nesses últimos meses, tem sido perseguida, enganada, maltratada. A palavra perseguição ficou se repetindo em mim, e me lembrou de quando Jesus apresentou ao seus discípulos a justiça do Senhor, que muitas vezes é incompatível com a terrena, mas que prevalece sempre, por toda a eternidade. E Mateus registrou-as, as chamadas bem-aventuranças; e precisamente quando diz: "Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu.(5,10)", passam-se muitas coisas pela minha cabeça, penso em todos os que perderam suas vidas nessa jornada, todos que sofrem neste exato momento, todos que endurecem seu coração fazendo seus irmãos como inimigos, penso em todas as misérias que a condição humana cria e suporta. E desejo de todo o coração, que essas pessoas, que precisam de esperança, guardem a certeza dessa justiça, que prevalece e que é misericordiosa.


"Qual a diferença? Nosso olhar não deve se focar no que nos diferencia
e sim no que nos assemelha: o Amor que Deus tem por todos nós!"

Que o nosso coração transborde do Amor puro, verdadeiro e misericordioso.
Busquemos a Santidade!

segunda-feira, 20 de julho de 2015

O segredo está em como vemos!

O Senhor está em todas as coisas, mas de um modo fascinante podemos encontrá-Lo nas pequenas coisas, naquilo que pode passar diante dos nossos olhos centenas de vezes, ou apenas de relance. Nem sempre percebemos, no entanto, se estivermos despretensiosamente atentos, facilmente enxergamos.
Acabo de viver um desses momentos. Certamente não estamos alertas ou dispostos a filosofar sobre tudo que nos acontece ou está a nossa volta, embora devêssemos, pois é um bom exercício para a mente e para o coração. Pelo contrário, passamos a maior parte de nossas vidas apenas vivendo, quase nunca observando.
Existem coisas que nos levam com mais facilidade à reflexão; filmes me fazem refletir, sempre que são bons. No último que assisti algo me chamou bastante atenção, na verdade foi uma mensagem muito clara, mas não significa que reparamos em algo simplesmente porque está bem a nossa frente.
Não lembro claramente do trecho, mas ficou em mim o seguinte: não devemos medir nossa bondade pelo que abdicamos, excluímos ou negamos, mas pelo que abraçamos, incluímos e aceitamos.
Mesmo havendo valor em nossas renúncias e sendo elas fundamentais em nossa caminhada, devemos sempre lembrar que fomos feitos para o Amor e carregamos em nossa fé cristã o maior exemplo de tolerância, bondade e amor ao próximo.
Estamos neste mundo pela vontade de Deus, nossas vidas são dádivas concedidas a nós por Ele. E quando enviou Seu filho, deu-nos mais uma prova de Seu amor e de Sua infinita misericórdia e, sobretudo, mostrou-nos que é possível viver de modo santo neste mundo, mesmo com as injustiças, as misérias e as fraquezas próprias de nossa natureza humana.
Portanto, ao levantar todos os dias devemos ser perseverantes e lutar contra nossos pensamentos e fraquezas internas, bem como devemos aceitar as misérias dos que nos cercam. Entretanto, é importante que estejamos conscientes e prontos para exercitar tudo que há de bom em nós: a caridade, a compaixão, a tolerância, a fé. Mantendo isso presente em nossos hábitos, podemos transmitir o amor de Deus, fortalecer-nos em nossa fé e no caminho de Santidade.
Como costumam dizer, quando doamos algo de bom, ganhamos mais do que quando recebemos. O Senhor Jesus está sempre ao nosso lado para nos proteger e nos dar força e esperança através do Seu exemplo.
Uma boa semana pra nós!

Busquemos a Santidade!

sexta-feira, 14 de março de 2014

Em tudo dar Graças!

Na semana passada, questionei-me sobre quais seriam os maiores desafios da semana. Falo em relação à nossa caminhada em busca da santidade. Propus-me a analisar cada um dos dias que se seguiram desde a última postagem. A seguir, você confere o resultado.

Passado o carnaval, estando em estado de graça e paz interior, volto à rotina diária, ou seja, volto ao campo de batalha! E mesmo estando cheia de leveza, o mundo continua o que é, agressivo, e os ataques não demoram a acontecer.

Primeira oportunidade de ver meu lado humano e pecador: deixe-me levar por situações comuns, e permiti que meu coração se enchesse de raiva, mesmo que por alguns instantes. E por mais que eu não tenha culpado a Deus pelas coisas que me aconteciam, culpava a meus irmãos, a meu próximo. No entanto, se não amamos nosso próximo, não amamos a Deus.

Outra coisa que observei em mim, foi a falta de entrega, a impaciência, a desconfiança em Deus. Quis, por vezes, as coisas a meu modo e no meu tempo. Desesperei-me quando meus projetos não se concretizaram, e agoniei-me à toa. Bastou que eu me colocasse diante de Deus, reconhecendo Sua grandeza e Seu infinito amor por mim, que novamente fiquei em paz, e ainda mais, fui agraciada por Ele. As coisas podem não acontecer do modo que planejamos ou desejamos que aconteça, mas acontecem pela permissão do Senhor, que governa nossas vidas com amor, para que nada nos falte. É necessário apenas, que sejamos pacientes e totalmente entregues a Sua vontade, de modo que nenhum infortúnio ou acontecimento perturbe nosso coração.

Ainda consequência desse querer, desse coração cheio de suas próprias vontades, estimei as coisas do mundo, enquanto subestimei as coisas do alto. Ah, que triste engano! Nada pode nos preencher mais do que aquilo que recebemos gratuitamente de Deus, Seu amor. Nada é capaz de nos alegrar mais, do que Sua infinita misericórdia. Esforcemo-nos para reconhecer essa verdade diariamente, sem que sejamos inebriados pelos prazeres desse mundo. Oremos e elevemos nossos corações, assim como nossos pensamentos para que o Senhor Jesus possa nos afastar dessas coisas perecíveis.

Por fim, estando atenta a tudo que é negativo em minha vida cotidiana, não pude deixar de notar as belezas que o Senhor põe em nosso caminho para nos recordar de Sua bondade e misericórdia. Seja nas graças que Ele nos concede, nossas pequenas vitórias, seja pelo dom da vida, pelo alimento, pela saúde, pela família, pelos amigos, pelas pessoas que nos querem bem, pela natureza, pela nossa casa, pelos nossos estudos (ou trabalho), pelo Seu perdão, pela oportunidade de ser diferente a cada dia, por tanta, e por cada mínima coisa que Ele nos oferta por meio do amor que tem por nós. Que as vendas que cobrem nossos olhos para as maravilhas do Senhor caiam por terra, e nós possamos enxergar quão belo é o nosso Deus e quão maravilhosos são os tesouros que Ele nos confia. Enfim, depois de perceber todas essas coisas, uma frase vem recorrentemente a meus pensamentos: Em tudo dar graças!

Peçamos a Deus para aprendermos primeiramente, a ser gratos, e em segundo a esperar com o coração todo entregue aos desígnios do Pai, nunca diminuindo ou desacreditando em Seu amor, mas sim, exaltando-O, louvando-O e bendizendo-O a cada momento. Outra palavra que também chamou minha atenção, já no finzinho dessas observações, e que complementa a frase que também martelou na minha caixola é ‘Fiat’, que vem do latim e significa, faça-se. Então, deixemos que o Senhor faça em nós Sua vontade! Não temamos!

Portanto lembrem:
  • Em tudo dar graças!
  •  Fiat! (Abra seu coração para Deus agir em sua vida)


Busquemos a Santidade!
Pier Giorgio Frassati rogai por nós!
São Felipe Néri rogai por nós!
Rainha da Paz dai-nos a Paz!


P.S.: É quaresma! #convertei-vos e #crede no #Evangelho!

quarta-feira, 5 de março de 2014

Renascendo em 2014!


Depois de um longo tempo, retorno a este espaço para compartilhar mais uma bela experiência no Senhor! Bendito seja Seu nome!

Encerrou-se ontem o Retiro de Carnaval Renascer, um evento da Comunidade Católica Shalom, também conhecido como uma das maiores graças concedidas a mim por Deus! Foram três dias abençoados: oramos, louvamos, estudamos a bíblia, comungamos e adoramos ao Senhor, mas principalmente, permitimos que Ele adentrasse em nosso coração.
Blog e facebook da Obra Shalom de Campina Grande. 

Não é difícil notar que faz um tempo que eu ando meio alheia aos desejos do Senhor, um tanto quanto afastada das coisas que me conduzem ao alto, pois é. Nos últimos meses passei por um processo de isolamento, fui permitindo que aos poucos fosse construída ao meu redor, e principalmente, em volta do meu coração, uma barreira invisível que foi me mantendo, cegamente, distante do caminho da santidade. Como se meus ouvidos estivem tapados e meus olhos, vendados. Dia a dia fui deixando que as situações de pecado e os prazeres sutis que o mundo nos oferece fossem transformando meus pensamentos, minha postura diante da vida, meus princípios, meu agir, meu falar, meu ser.

E aos poucos fui sendo inebriada, renovando sempre a falsa certeza de que meu vínculo com Deus permanecia firme apenas por ter sido criado em algum momento de minha vida, mas bem sabemos que quando experimentamos do amor de Deus temos que nos esforçar muito para fazê-lo perdurar. Porém, o inimigo tem suas artimanhas para ir cegando-nos até que desconheçamos a nós mesmos, e assim se fez.

Fiquei unida a Deus somente pelas lembranças que possuía Dele, mantinha em minha mente e em meu coração a certeza de que Ele é o Pai mais amoroso, que não nos abandona, e que Seu Filho está sempre a olhar por nós, acompanhando cada passo nosso, pois bem, tinha conhecimento da Sua presença, mas não o sentia mais, meu coração estava simplesmente isolado, preso numa redoma, quase inatingível.

Mas Deus, na Sua infinita misericórdia, teve piedade de mim e persistiu desejoso do meu coração!     Observou-me em cada momento de minha vida, permitiu que eu caísse, perdesse-me de mim mesma, para então conduzir-me ao Seu encontro e enfim, mostrar-me quão grande é Seu amor, quão bela é Sua generosidade, quão imensa é Sua divina misericórdia, e quanta felicidade há em estar com Ele, em senti-Lo, em adorá-Lo!

E assim foram esses três últimos dias, graça em cima de graça. Minha libertação. Ele derrubou todas as barreiras que nos mantinham longe um do outro, quebrou todas as correntes que me impediam de entregar-me a Sua vontade e, sobretudo, reuniu meu coração ao d’Ele.  Sinto-me plenamente feliz, nos braços de Meu verdadeiro Pai, e sabedora de quem é o verdadeiro e único Senhor da minha vida.

Quero expressar minha gratidão à Obra Shalom – Campina Grande, a todos os seus servos, pelo acolhimento amoroso, feliz e sincero, pela intercessão e pelo trabalho belíssimo que realizam pelo mundo afora, que Deus lhes conceda toda a fé e força necessárias para que continuem servindo a Ele e a seus próximos.

Depois dessa experiência reedificante, não poderia deixar de anunciar as maravilhas do Senhor em mim! Foram momentos únicos! Graças sejam dadas ao Senhor porque Ele é misericordioso, Ele é amor, ouve nossas súplicas, e não desiste de nós! Louvores sejam rendidos a Ele! Glorificado seja! Adorado seja! Obrigada Senhor, pois me fizeste: RENASCER!

A paz do Senhor esteja no coração de cada um! Busquem a Santidade!

P.S.: Permaneçam atentos, por mais distantes que estejam do caminho do Senhor, por mais que o seu coração se modifique, Deus continua sempre o mesmo, amando-te da mesma forma, por isso Ele não nos abandona e está sempre se fazendo presente em nossas vidas, olhe ao redor, note as pequenas coisas, você vai encontrá-Lo, pois Ele não te deixará, jamais.

Ah, e hoje é quarta de cinzas, vale lembrar, que estamos entrando num novo tempo, um novo momento para nós, cristãos católicos!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

O pão que não perece !


"Faz um tempão que eu não dou as caras por aqui, mas isso não quer dizer que o 'Buscando a Santidade' tá morrendo, o projeto continua bem ativo, só que no facebook ! Quero informar também, que as postagens continuarão escassas (provavelmente, tanto aqui como nos outros espaços do 'Buscando a Santidade': twitter e facebook), porém meu desejo de chegar a Santidade permanecerá vivo, assim como desejo de ver uma juventude santa! Não desistam, procurem sempre buscar a Deus, fortalecendo a fé de vocês! Lembrem: os posts ficarão escassos, não inexistentes, portanto podem dar uma passadinha por aqui pra ver se tem novidade !"
(Mensagem especial da autora)

Hoje eu quero partilhar com vocês um trecho rico, de um evangelho mais rico ainda: João 6, 22-27.
Em vários momentos de nossa vida passamos por períodos estáveis e tranquilos, o nosso dia-a-dia vai de acordo com nosso planejamento e nos vemos cercados de certezas. Claro, momentos como esses são bem incomuns, e não costumam durar muito, porém existem e acabam. E aí é que está o ponto: e quando esses momentos passam? Tudo começa a ficar turvo, as certezas onde nos firmávamos se esvaem como pó sob nossos pés, e então caímos.
A primeira coisa da qual damos falta é Jesus, sentimos a “ausência” de sua luz. Acho que irracionalmente criamos esta escuridão como uma continuidade do momento em que estamos vivendo, tudo já está ruim porque não pode ficar ainda pior? Talvez o ser humano possua uma tendência natural para as tragédias. Bom, voltando ao assunto... Então procuramos rapidamente encontra-lo. E olha a resposta/conselho que Ele tem pra nós:
“Eu garanto a vocês: vocês estão me procurando, não porque viram os sinais, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos. Não trabalhem pelo alimento que se estraga, trabalhem pelo alimento que dura para a vida eterna. É este o alimento que o filho do Homem dará a vocês, porque é ele quem Deus Pai marcou com seu selo”.
Perceberam-se na resposta? Constantemente procuramos o Cristo por coisas que, naquele momento, nos faltam. Procuramo-lo por coisas que perecem, que findam, que saciam momentaneamente. Ou ainda pior, nos esforçamos na busca pelas coisas do mundo, pelo alimento do pecado. Não nos prendamos ao pão físico e material, a coisas como o dinheiro, roupas, comidas, entre tantas outras coisas que nos são oferecidas pelo mundo afora.  O dinheiro compra muitas coisas, sacia várias de nossas necessidades, mas pode acabar. As roupas vestem nos cobrem do frio, mas não são capazes de amar. O alimento é essencial, mas da mesma forma que sua ausência pode nos matar, o exagero também pode. O que eu quero dizer é que muitas das coisas oferecidas pelo mundo são feitas para nos assistir em nossas atividades, mas não devem definir quem somos ou mesmo, nos fazer prisioneiros. Portanto, não recorra ao senhor Jesus com essa finalidade, pois ele nos oferta muito mais, um alimento valiosíssimo, que possui a marca de Deus.
[...] (Essa pausa é sua, reflita).
Porém, não é por isso que devemos procurar o filho do Homem, mas pelo alimento que só Ele pode nos dar, o alimento que nos sacia por completo e nos conduz a vida eterna, o alimento que tem o sinal de Deus. E devemos nos guiar (nessa caminhada em direção a Cristo) pelas obras e sinais que Ele nos deixou.
Não se esforcem a toa, só Jesus nos concede o pão que não se extingue, que nos alimenta plenamente e que nos leva a eternidade.
Só Jesus nos oferece o pão da Santidade! Busque-O! Busque Santidade!